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É O QUE TEM PRA HOJE!

SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE SÉRIO !

TODAS AS MULHERES DO MUNDO

"TODA MULHER QUER SER AMADA TODA MULHER QUER SER FELIZ TODA MULHER... É MEIO LEILA DINIZ!" (rita lee) "Ai, se mamãe me pega agora de anágua ou de combinação! Será que ela me leva embora ou não? Será que vai ficar sentida, será que vai me dar razão, chorar sua vida vivida em vão? Será que faz mil caras feias? Será que vai passar carão? Será que calça as minhas meias e sai deslizando pelo salão?" (chico buarque) "_Oh, mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?   _Não é no cabelo ou no dengo ou no olhar, é ser menina por todo o lugar." (joyce) "Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra, o sexto sentido maior que a razão..." (rita lee) "Gemerão entre cabeças a ponta do esporão, a folha do 'não-me-toque' e o medo da solidão." (zé ramalho) "Você sabe explicar, você sabe entender tudo bem. Vocé está, você é, você faz, você quer, você tem. Você diz a verdade, e a verdade é seu dom de iludir. Como pode...

SOBRE TODAS AS COISAS

O GUARDIÃO DE LIVROS JOSÉ MINDLIN 08 de setembro de 1914 - 28 de fevereiro de 2010 José Mindlin cresceu, amadureceu e envelheceu entre livros, lendo compulsivamente. Com recursos próprios, construiu e conservou ao longo da sua existência  a maior biblioteca particular do Brasil, composta de mais de cinquenta mil exemplares. Com o intuito de garantir este legado para as novas gerações e fazer do Brasil um país de leitores, levou quinze anos tentando doar seu acervo de obras em língua portuguesa, algo em torno de vinte cinco mil títulos, para a USP. Viveu para isso. Conseguiu. A "Brasiliana" está em construção e deve ser inaugurada até o ano que vem. Parte dos arquivos já foi digitalizada e está disponível no site http://www.brasiliana.usp.br/ . Cabe a nós, amantes da leitura e do saber,  dar continuidade à missão deste incrível brasileiro "Guardião de Livros". CECILIA RANGEL (01 de março de ...

SOBRE TODAS AS COISAS

COISAS PELAS QUAIS VALE A PENA VIVER Inspirados em cena do filme "Manhattan" de Wood Allen, Domingos Oliveira (filósofo quixoteano do teatro e cinema tupiniquins) e Priscila Rosembaun (sua inseparável Dulcinéa) resolveram produzir, roteirizar, dirigir e apresentar mais uma série de TV, na qual conversam com pessoas que possuem razões pelas quais acreditam valer a pena viver. O programa estreia dia 03 de março e será exibido toda quarta-feira às 21:30hs, no Canal Brasil (TV a cabo). Mas, embora tenha muito prazer em divulgar qualquer trabalho do Domingos, minha questão aqui é que senti-me provocada a levantar dez coisas pelas quais eu, Cecilia, acredito realmente que a Vida vale a pena. Então, vamos lá: 1 - O fato de existir e usufruir da condição humana em meio a uma natureza linda, espetacularmente lógica, e poder interpretá-la e experimentá-la com todos os meus sentidos. 2 - A música! A m...

SOBRE TODAS AS COISAS

DEVOTA DE FRANCISCO Luiz Artur, meu sobrinho de quatro anos, aos dois adorava imagens de santos. Reconhecia-os pelos nomes e criava estórias sobre como se relacionava com cada um deles. Colocava-os um a um sobre meu colo e falava: esse é o Santo Fulano, essa é a Santa Beltrana e por aí vai... Um dia contou-me, entusiasmado, que conheceu São Francisco de perto, que ele é grande e mora no alto da casa do "papai do céu". Comentei que aquele Francisco que ele viu é o Xavier, e que há mais dois: o de Paula e o de Assis. Ele imediatamente arregalou seus olhinhos curiosos e perguntou "_ Qual deles é o seu?". Respondi que nenhum deles é meu, mas que sou devota de um outro Fransisco, que não é santo, não é de Paula nem de Assis, e sim de Hollanda. Não que eu devote a este Fransisco uma fé religiosa, longe disso, não sou dada a fanatismos, muito pelo contrário. Nem é esta a proposta artística de Francisco Buarque de ...

APENAS UM CONTO DE AMOR

TORTA DE FRAMBOESA  Dona Jota era uma velhinha que morava sozinha em um sobrado de Santa Teresa, bairro histórico do Rio de Janeiro. Solteira, lépida e fagueira, dona Jota distribuía simpatia pelas cercanias de sua casa, onde além dela habitavam trinta gatos, um casal de cachorros vira-latas e um papagaio que atendia pelo nome de Rocha.  Exatamente às seis e trinta da manhã, obedecendo a um ritual pontual e infalível, despedia-se da bicharada ao portão e punha-se a caminhar até a padaria, com Rocha sobre seu ombro esquerdo. Rocha tinha uma peculiaridade enquanto ave falante: sabia declamar inteirinho "Amor e Medo" de Casimiro de Abreu, poema que outrora fora sussurrado ao ouvido de sua protetora pelo galante alfaiate Zequinha Alfinete, primeiro e único amor da vida dela.  "Quando eu te fujo e me desvio cauto da luz de fogo que te cerca, oh! bela, contigo dizes, suspirando amores: _ Meu Deus! Que gelo, que frieza aquel...