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ESPECIAL CHICO BUARQUE - GÔTA D'ÁGUA (por Mr.Zieg)

Bibi Ferreira na montagem original. 2º Parte – Por dentro das obras Começamos a “dissecar” a obra de Chico Buarque com Gota D’Água , peça baseada na tragédia grega Medéia , de Eurípedes , só que ambientada nos dias de hoje. Foi escrito e encenado em 1975, resultado da parceria com Paulo Pontes , autor com quem ele já tinha trabalhado em O Homem de La Mancha . A inspiração veio a partir de um programa chamado “caso verdade”, criado por Oduvaldo Viana filho  e exibido pela Rede Globo, em 1973. Mas a obra foi muito mais além, ganhando contornos de clássico e abrindo portas para uma linguagem inovadora, em função da combinação de vários elementos. E sem querer, plantou as sementes para um futuro teatro musical brasileiro. A história:  A trama se passa na Vila do Meio-dia, conjunto habitacional suburbano do Rio de Janeiro. Temos o foco principal na relação entre a nossa “Medéia”, que a...

A HIPOCRISIA NOSSA DE CADA DIA

A juíza Andréa Pachá, mulher a quem respeito e admiro fervorozamente, postou em sua página do facebook o seguinte texto do meu também querido e saudoso dramaturgo Alcione Araújo: "Acolhida a idéia, aos 16 anos de idade, delinqüentes já poderiam ser condenados. Sem querer aliviar a responsabilidade de criminosos, pergunto se crianças que crescem sem família, sem escola, sem emprego e sem assistência social têm noção do que seja certo e errado, justo e injusto, se à volta a violência é rotineira. Cadáveres são parte do seu trajeto, roubos são parte da sua diversão, drogas são parte da sua aventura, armas são parte da sua emoção, miséria e abandono são parte do seu cenário, fome e doença são parte do seu cotidiano, crime e morte são parte do seu futuro. Por que chocar-se com a violência? Como espantar-se com o assassinato? Da espantosa promiscuidade, sem referências nem valores, restam cinismo e frieza. Para esses pequenos assassinos, o Estado, que se resume à políci...

ACESSIBILIDADE À LEITURA

Grande parte da população apresenta alguma dificuldade em ler, seja para incorporar a leitura ao seu dia a dia, seja para estabelecer com o texto escrito um veio de interpretação satisfatório sobre o que está sendo lido. Isto se dá sobretudo pela inacessibilidade, de grande parte da população, tanto aos livros quanto aos agentes motivadores de leitura e às ofertas do mercado editorial.  Indubiltavelmente, é preciso modificar este quadro. A isenção de impostos foi aprovada, porém sem a fiscalização do Governo as empresas continuam a ganhar milhões ao manterem os livros com preços absurdos. O Governo diante desta situação estuda uma nova forma de imposto para de fato viabilizar a implementação do Fundo Pró-Leitura e a redução dos preços dos livros. Outro problema que existe de acordo com o tributarista Paulo Antônio Mariano, colaborador da Devout Auditoria é que existem sim impostos sobre obras literárias, porém de uma forma relativa.  Ajude a criar mentes pen...
  A LUZ DO TOM Um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro, Nelson Pereira dos Santos, diretor do belíssimo “A música segundo Tom Jobim” (2012), anuncia a estreia nos cinemas de um outro documentário sobre o Maestro, “A luz do Tom”. “ É um projeto meu e do Marcos Altberg e tem como foco três mulheres da maior importância na vida e na música do Tom”, explica o diretor. “São elas a Helena Jobim, irmã do Tom e autora de uma biografia sobre ele, mais a Thereza de Otero Hermanny, primeira namorada do Tom, primeira esposa e mãe do Paulo Jobim. E também a última esposa, a Ana Lontra Jobim, que acompanhou o Tom nos discos e nas turnês”... Imagem: Tom Jobim fotografado em 1964, na praia de Ipanema, por Otto Stupakoff (IMS).  

ATELIÊ DA ESCRITA

CARNAVAL 2013_VAI PASSAR...

"Vai passar nessa avenida um samba popular.  Cada paralelepípedo desta cidade, esta noite, vai se arrepiar..." "... ao lembrar que aqui passaram sambas imortais, que aqui sangraram pelos nossos pés, que aqui sambaram nossos ancestrais." "Num tempo, página infeliz da nossa história,  passagem desbotada na memória das nossas gerações, ..." "... dormia a nossa pátria-mãe tão distraída,  sem preceber que era subtraída em tenebrosas transações." "Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, ... "... erguendo estranhas catedrais. E um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz,  uma ofegante epidemia que se chamava carnaval." "O carnaval ! O carnaval! Palmas pra ala dos barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do boulevard!" "Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar a evolução da liberdade até o ...

SER OU NÃO SER? EIS A QUESTÃO...

Somos uma obra em permanente construção e desconstrução, sobre um projeto inacabado da natureza que vem sendo desenvolvido por nós e pelas circunstâncias que deste fato decorrem. Nada somos em definitivo, nem ontem nem amanhã, porque somos a qualquer momento tragados pela desordem da qual fazemos parte. Nada nos define, nada sabemos sobre nós mesmos de concreto. Seremos sempre, no instante seguinte, o que estamos, neste exato momento, dispostos a aprender. Cecilia Rangel Rio de Janeiro - 16 de janeiro de 2013