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ACESSIBILIDADE À LEITURA

Grande parte da população apresenta alguma dificuldade em ler, seja para incorporar a leitura ao seu dia a dia, seja para estabelecer com o texto escrito um veio de interpretação satisfatório sobre o que está sendo lido. Isto se dá sobretudo pela inacessibilidade, de grande parte da população, tanto aos livros quanto aos agentes motivadores de leitura e às ofertas do mercado editorial.  Indubiltavelmente, é preciso modificar este quadro. A isenção de impostos foi aprovada, porém sem a fiscalização do Governo as empresas continuam a ganhar milhões ao manterem os livros com preços absurdos. O Governo diante desta situação estuda uma nova forma de imposto para de fato viabilizar a implementação do Fundo Pró-Leitura e a redução dos preços dos livros. Outro problema que existe de acordo com o tributarista Paulo Antônio Mariano, colaborador da Devout Auditoria é que existem sim impostos sobre obras literárias, porém de uma forma relativa.  Ajude a criar mentes pen...
  A LUZ DO TOM Um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro, Nelson Pereira dos Santos, diretor do belíssimo “A música segundo Tom Jobim” (2012), anuncia a estreia nos cinemas de um outro documentário sobre o Maestro, “A luz do Tom”. “ É um projeto meu e do Marcos Altberg e tem como foco três mulheres da maior importância na vida e na música do Tom”, explica o diretor. “São elas a Helena Jobim, irmã do Tom e autora de uma biografia sobre ele, mais a Thereza de Otero Hermanny, primeira namorada do Tom, primeira esposa e mãe do Paulo Jobim. E também a última esposa, a Ana Lontra Jobim, que acompanhou o Tom nos discos e nas turnês”... Imagem: Tom Jobim fotografado em 1964, na praia de Ipanema, por Otto Stupakoff (IMS).  

ATELIÊ DA ESCRITA

CARNAVAL 2013_VAI PASSAR...

"Vai passar nessa avenida um samba popular.  Cada paralelepípedo desta cidade, esta noite, vai se arrepiar..." "... ao lembrar que aqui passaram sambas imortais, que aqui sangraram pelos nossos pés, que aqui sambaram nossos ancestrais." "Num tempo, página infeliz da nossa história,  passagem desbotada na memória das nossas gerações, ..." "... dormia a nossa pátria-mãe tão distraída,  sem preceber que era subtraída em tenebrosas transações." "Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, ... "... erguendo estranhas catedrais. E um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz,  uma ofegante epidemia que se chamava carnaval." "O carnaval ! O carnaval! Palmas pra ala dos barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do boulevard!" "Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar a evolução da liberdade até o ...

SER OU NÃO SER? EIS A QUESTÃO...

Somos uma obra em permanente construção e desconstrução, sobre um projeto inacabado da natureza que vem sendo desenvolvido por nós e pelas circunstâncias que deste fato decorrem. Nada somos em definitivo, nem ontem nem amanhã, porque somos a qualquer momento tragados pela desordem da qual fazemos parte. Nada nos define, nada sabemos sobre nós mesmos de concreto. Seremos sempre, no instante seguinte, o que estamos, neste exato momento, dispostos a aprender. Cecilia Rangel Rio de Janeiro - 16 de janeiro de 2013

GILBERTO GIL

No fim de semana passado tirei o domingo para visitar de uma vez só a duas exposições sobre a carreira de duas importantes figuras da cultura popular brasileira.  Primeiro, no Centro Cultural dos Correios, passei pela exposição que homenageia os 70 anos de idade de Gilberto Passos Gil Moreira, mais conhecido como Gilberto Gil, ou simplesmente Gil  -  este baiano de musicalidade altamente plural e refinada, poeta dos mais contundentes, de linguajar peculiar, e visão holística, quântica, do mundo, da Vida.   Tarefa difícil resumir em quatro ou cinco salas a obra e as ideias de um ser humano artisticamente irrequieto, intelectualmente rico, como Gil. Eu, que sou sua fã desde a mais tenra idade e, desde lá, acompanho sua carreira, possuindo grande parte do que ele gravou, saí de lá com um sentimento de que ainda faltava muita coisa a ser vista, principalmente ouvida. Talvez seja somente um sentimento tolo, a mera impressão de uma fã insaciável...

ELIS REGINA

Depois, no Centro Cultural do Banco do Brasil, uma magnífica exposição sobre Elis Regina. Nem sei se eu sei falar de Elis, tamanha é a minha relação com ela e o que ela representa pra mim, em termos de música. Muito se fala nas transformações que trouxeram a Bossa Nova, o Tropicalismo, até mesmo a Jovem-Guarda, nem discuto isso. O que eu quero alertar é que Elis Regina foi também, ela própria, sozinha, um "movimento" de transformação da MPB. Ela mudou tudo e, da maneira como mudou, somente ela conseguiu ir adiante daquela forma. Elis mudou o jeito de cantar, o jeito de se apresentar no palco, o jeito de ler e interpretar música, acrescentando-lhe um novo elemento: a teatralidade. Cada álbum e cada show de Elis Regina constituia uma ideia, a concepção de um todo, tal e qual uma peça de teatro. Esta especialidade do seu trabalho chega ao auge em "Falso Brilhante", onde ela exibe sua verve de atriz em um espetáculo que misturava elementos de todos os estilos te...